Deu
entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, uma acção
judicial interposta pelos moradores dos fogos de habitação social
do Bairro de Senhora da Conceição, localizado em Guimarães, com o
objectivo de anular a aplicação da renda apoiada pelo
Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana ( IHRU) no mesmo
Bairro.
A
respectiva acção principal, pretende provar que a substituição
dos actuais contratos de arrendamento social dos moradores do mesmo
Bairro da Senhora da Conceição para contratos de renda apoiada,
praticada pelo IHRU, desde o dia 1 de Maio de 2013, é ilegal.
Além
do Bairro da Senhora da Conceição, estão previstas, a interposição
de novas acções judiciais contra a aplicação da renda apoiada
pelo IHRU, em outros bairros sociais pertencentes ao mesmo Instituto,
em Guimarães. Decorrem igualmente outras acções judiciais contra a apllicação da renda apoiada pelo IHRU, nos Bairros dos Lóios e Amendoeiras, localizados em Lisboa e no Bairro do Zambujal, localizado na Amadora, bem como em Almada.
O
IHRU, tem vindo a aplicar a renda apoiada nos seus cerca de 12 mil
fogos de habitação social, espalhados pelo país, por substituição
ilegal dos actuais sistemas de arrendamento social. A
renda apoiada é um sistema de arrendamento injusto, permitindo
valores de renda muito elevados para os agregados familiares dos
fogos de habitação social, sendo desfasados da realidade económica
e social dos agregados, já comprovado, inclusive pelo anterior
Provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, em 2008.