Por uma política de habitação justa por parte do IHRU e da gestão municipal



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Fascismo Habitacional do Governo e do IHRU



A política de habitação social seguida pelo actual Governo, coordenada pela ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, pelo Secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, Pedro de Paulo e pelo actual presidente do IHRU, Vitor Reis, têm sido o verdadeiro exemplo de um atentado aos direitos dos moradores de fogos de habitação social, bem como uma tendência para exercer o fascismo económico e uma perspectiva meramente economicista da gestão da habitação social em Portugal, desvirtuando assim, a natureza da política e da gestão da habitação social.    

O Governo, seguindo a lógica de empregado da Troika, bem como o actual presidente do IHRU, ao seu estilo de moço de recados do Governo, com várias atrocidades, recados e ameaças nas entrelinhas aos moradores, nas suas declarações públicas, já manifestaram inadmissivelmente a sua intenção na continuidade da aplicação da renda apoiada nos fogos de habitação social do IHRU, independentemente de qualquer iniciativa legislativa que se venha a realizar sobre a alteração da renda apoiada. Será assim, efectuada a alteração repentina do arredamento social existentes nos fogos do IHRU para o sistema de renda apoiada, violando princípios consagrados constitucionalmente, retirando aos moradores direitos constitucionais adquiridos em matéria de arrendamento, sendo como tal, uma inconstitucionalidade e uma ilegalidade. A renda apoiada, não é o mesmo do que arrendamento social.

A ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, já referiu publicamente que até ao final do presente ano, iria ser apresentada no Parlamento, uma nova proposta para a alteração do decreto-lei nº 166/93 de 7 de Maio, que define a renda apoiada (Já sugerida ao Governo para ser alterada em 2008, pelo antigo Provedor de Justiça, Henrique Nascimento Rodrigues). Até ao presente momento, não se verificou ainda nenhuma alteração legislativa no respectivo sentido.

Entretanto, o actual Governo, já deu a indicação ao IHRU para a continuidade da aplicação da renda apoiada nos cerca de 12 mil fogos de habitação social do mesmo Instituto, tendo o Conselho Directivo do IHRU, deliberado, no dia 23 de Agosto de 2012, a aplicação do regime de renda apoiada nos seus fogos de habitação social, que entrará em vigor, a partir do dia 1 de Dezembro de 2012.
A situação económica e social dos moradores de fogos de habitação social do IHRU, que já é deficitária, irá, assim, agravar-se mais ainda com a aplicação da renda apoiada, que apresenta valores de renda elevados e incomportáveis para os respectivos agregados familiares e que não salvaguarda os direitos dos moradores em matéria de arrendamento social.

O Governo e o IHRU, continuam assim, a sua política anti-social de gestão de fogos de habitação social, com uma preocupação meramente economicista e em fazer dos moradores dos fogos de habitação social os bodes expiatórios da má gestão das contas públicas do IHRU, bem como com a tentativa de salvação da gestão desastrosa e incompetente das contas públicas do mesmo Instituto, através da aplicação da renda apoiada e das quais, os respectivos moradores, não são os directos responsáveis e a quem não tem de ser imputada inadmissivelmente a respectiva responsabilidade.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Governo respondeu ao Movimento Contra a Renda Apoiada



O Gabinete do Secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, Pedro de Paulo, respondeu, no dia 17 de Outubro de 2012, ao Movimento Contra a Renda Apoiada, relativamente a um conjunto de posições sobre a aplicação da  renda apoiada, efectuadas pelo Movimento.

No documento enviado, o respectivo Gabinete remete o conteúdo da resposta que a Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, concedeu no dia 10 de Agosto de 2012, ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, relativamente a um conjunto de perguntas sobre a aplicação da  renda apoiada, efectuadas pelo respectivo Grupo Parlamentar, no dia 25 de Julho de 2012, bem como o Aviso da publicação da renda apoiada efectuado pelo Conselho Directivo do IHRU, no passado dia 23 de Agosto de 2012, no jornal “Correio da Manhã”.

O Governo reafirma assim, inadmissivelmente a sua intenção na continuidade da aplicação da renda apoiada nos fogos de habitação social do IHRU independentemente de qualquer iniciativa legislativa que se venha a realizar sobre a alteração da renda apoiada e a posição de que apresentará ao parlamento, durante o corrente ano, uma proposta de criação de um novo regime de arrendamento apoiado.
  
É inadmissível que,  tendo a referida Ministra e o referido Secretário da Estado, conhecimento das injustiças (já sugeridas para serem corrigidas pelo antigo Provedor de Justiça, Henrique Nascimento Rodrigues, em 2008) e ilegalidades da aplicação da renda apoiada, e do impacto negativo da sua aplicação em fogos de habitação social, possam permitir que o IHRU aplique a mesma renda apoiada nos fogos de habitação social do IHRU.

 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

OE 2013. Estado autorizado a transferir bairros "sem exigir contrapartidas"

O Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e o Instituto de Habitação podem, "sem exigir contrapartidas", transferir os bairros do Estado para câmaras, empresas municipais ou instituições, refere a proposta preliminar do Orçamento do Estado (OE) para 2013.

As entidades que ficarem com o património podem vender os fogos aos moradores e as câmaras, empresas municipais ou de capital maioritariamente municipal ficam autorizadas a demolir os bairros, escreve-se no documento, a que a Lusa teve acesso.

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No caso de se manter o arrendamento, o mesmo fica sujeito "ao regime de renda apoiada".

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Jornal "I", Online, 12 de Outubro de 2012

"Porto 24", 12 de Outubro de 2012 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Conselho Municipal de Habitação debate arrendamento urbano e social

A próxima revisão da lei da renda apoiada (decreto-lei 166/93) foi um dos temas presentes na segunda reunião do Conselho Municipal de Habitação, que teve lugar dia 24 de setembro nos Paços do Concelho. Na presença de um representante do IHRU e do Presidente da Comissão de Poder Local da Assembleia da República, foram expostos pela Vereadora Helena Roseta e por vários representantes de Associações de Moradores os pontos mais críticos da lei, cuja revisão foi já recomendada por resolução unânime do Parlamento.

Assim, vários intervenientes defenderam que a renda apoiada devia ser calculada em função do rendimento líquido e não do rendimento bruto da família e que devia ter em conta o rendimento per capita e não apenas o rendimento total do agregado. Não está ainda definido o calendário de apresentação da nova proposta de lei ao Parlamento.

( ...)

Câmara Municipal de Lisboa, 25 de Setembro de 2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Habitação Social: Alterar arrendamento social para renda apoiada fará "disparar" valores - movimento

O Movimento de Associações e Comissões de Moradores Contra a Renda Apoiada afirmou hoje que tornar o arrendamento social em renda apoiada implica uma "fórmula de cálculo injusta" que fará "disparar" os valores.

Para o grupo, essa fórmula fará com que as rendas se tornem "desfasadas da realidade socioeconómica dos respetivos agregados familiares", pelo que essa passagem é "uma ilegalidade, por violação de princípios de liberdades, direitos e garantias, consagrados na Constituição".

À agência Lusa, João Santos, do movimento, precisou que nestes princípios se inclui "matéria ligada aos regimes de arrendamento" para argumentar contra o objetivo do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) de atualizar todas as rendas conforme os rendimentos dos arrendatários de habitação social até 2013.

domingo, 16 de setembro de 2012

Conselho Directivo do IHRU deliberou a aplicação da renda apoiada

O Conselho Directivo do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana ( IHRU), deliberou, no dia 23 de Agosto de 2012, a aplicação do regime de renda apoiada nos seus fogos de habitação social, que entrará em vigor, a partir do dia 1 de Dezembro de 2012.

O IHRU, irá assim, avançar com a substituição do arrendamento  social para o regime de  renda apoiada, nos seus fogos de habitação social, uma medida ilegal, violando principios de liberdades e garantias, consagragados na Constituição da República Portuguesa.

O IHRU irá igualmente avançar com a a aplicação da renda apoiada nos seus fogos de habitação social, mesmo não estando ainda o respectivo regime de arrendamento devidamente alterado, tal como foi sugerido em 2008, pelo então Provedor de Justiça, Henrique Nascimento Rodrigues, ao Governo, e que considerou, na altura, qu e a renda apoiada apresenta um sistema de cálculo injusto.

A renda apoiada, origina valores de renda elevados e incomportáveis em fogos de habitação social e contém várias lacunas, não salvaguardando os direitos dos moradores em matéria de arrendamento social.


Ver anúncio da aplicação da renda apoiada pelo IHRU

Governo respondeu ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda sobre a renda apoiada

A Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, respondeu, no dia 10 de Agosto de 2012, ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, relativamente a um conjunto de perguntas sobre a aplicação da  renda apoiada, efectuadas pelo respectivo Grupo Parlamentar, no dia 25 de Julho de 2012.

No documento enviado, o respectivo ministério refere na resposta à pergunta nº 1, que " O Governo apresentará ao parlamento, durante o corrente ano, uma proposta de criação de um novo regime de arrendamento apoiado" e na resposta à pergunta nº 3, que " O IHRU irá continuar a aplicar o regime de renda apoiada, independentemente de qualquer iniciativa legislativa que entretanto ocorra". 

Ver resposta do Ministério