A vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa,
Helena Roseta, enviou, recentemente, ao presidente do IHRU, Vitor Reis, um
parecer da Câmara de Lisboa, relativo à revisão e alteração do decreto-lei nº
166/93 de 7 de Maio, que define a renda apoiada.
A iniciativa foi concretizada através de uma
carta enviada pela respectiva vereadora ao referido presidente do Instituto da
Habitação e da Reabilitação Urbana.
No
documento, são explicados um conjunto de aspectos relaccionados com a
necessidade de alteração das injustiças que regulamentam o regime de renda
apoiada e que tem vindo ao longo dos anos, a dar origem a criticas de
diversas entidades associativas e políticas, bem como do antigo Provedor de
Justiça, Henrique Nascimento Rodrigues.
É assim,
inadmissível que, tendo o presidente do IHRU, (bem como o Governo), conhecimento
das injustiças e ilegalidades da renda apoiada, e do impacto negativo da sua
aplicação em fogos de habitação social, que o mesmo presidente do IHRU, possa ter vindo
a público afirmar que o Instituto da Habitação irá aplicar a renda apoiada nos mais de 12 mil fogos do IHRU, espalhados por Portugal.
